Teologia da Liturgia de Joseph Ratzinger.

"A matéria que escolhi foi a teologia fundamental, porque, antes de tudo, eu queria ir ao fundo da questão: por que cremos? Mas a essa questão, desde o início, outra foi intrinsecamente incluída, a da resposta correta a ser dada a Deus e, portanto, a questão sobre o culto divino. A partir daqui se deve entender o meu trabalho sobre a liturgia”, escreveu Joseph Ratzinger na introdução do livro “Teologia da Liturgia – o fundamento sacramental da existência Humana”.

Damos continuidade neste nosso primeiro programa do ano de 2020, ao fascinante tema da Liturgia ao qual, é verdade, temos dedicado diversos programas deste nosso espaço. Em nosso último programa, havíamos tratado sobre o primeiro Congresso Internacional de Pastoral Litúrgica, realizado em Assis em 1956, um verdadeiro encontro de especialistas, com troca de experiências pastorais, que culminou, em forma de compêndio, na reforma litúrgica do Concílio Vaticano II. Na edição de hoje, padre Gerson Schmidt no traz o tema “Teologia da Liturgia de Joseph Ratzinger”:


"Para aplicar essa nossa renovação e atualização litúrgica prevista pela Sacrosanctum Concilium nos valemos aqui a referência bibliográfica de uma obra preciosa, agora traduzida no Brasil pelas edições da CNBB, de Joseph Ratzinger, disponível nas editoras brasileiras, intitulado “Teologia da Liturgia – o fundamento sacramental da existência Humana” – Obras completas, Volume XI.


É uma obra alemã traduzida para o português do Brasil, de grande valia, que resume tudo o que nós temos de mais precioso sobre liturgia. Este volume disponível no mercado, como pão fresquinho, reúne todas as obras pequenas ou grandes de teólogo Joseph Ratzinger, que é nosso Papa emérito Bento XVI, reunindo questões teológicas de vários anos, pois sabemos do rigor e aprofundamento teológico de Ratzinger e ao mesmo tempo a segurança teológica que nos dá para a liturgia, mergulhada a partir do Concílio Vaticano II, vista sempre a partir de Deus e da humanidade que celebra ou o povo celebrativo em festa. Segundo o autor, o texto central desse livro agora em nossas mãos, provêm de uma obra alemã “Der Geist Liturgie. Eine Einführung” (Uma introdução ao Espírito da Liturgia), que constitui o texto central deste livro, que vamos em nosso estudo citar muitas vezes, intercalando com outros aspectos importantes.


Na qualidade de professor e teólogo, Ratzinger confessa na introdução desse livro: “A liturgia da Igreja tem sido para mim, desde a infância, a realidade central da minha vida e a instrução teológica de mestres como Schmaus, Söhngen, Paschere e Guardini, que se tornaram o centro de meu trabalho. A matéria que escolhi foi a teologia fundamental, porque, antes de tudo, eu queria ir ao fundo da questão: por que cremos? Mas a essa questão, desde o início, outra foi intrinsecamente incluída, a da resposta correta a ser dada a Deus e, portanto, a questão sobre o culto divino. A partir daqui se deve entender o meu trabalho sobre a liturgia”[1].


Importante aqui frisar que foi em 2008 que essa obra foi publicada em alemão e só agora, 10 anos depois, foi traduzida ao português do brasil pelas edições da CNBB. Os trabalhos de publicação e edição aqui no Brasil foram coordenados pela Sociedade Ratzinger Brasil, que tem sua direção geral e presidência o Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer e participam desses trabalhos outros bispos importantes do Brasil como Cardeal Dom Orani Tempesta, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Dom Jaime Spengler, dom Murilo Krieger e dom Pedro Carlos Cipollini.


A edição brasileira traz uma apresentação, no início de Dom Odilo Scherer e do cordenador da Cátedra Joseph Ratzinger da PUC RIO, Antonio Luiz Catelan Ferreira, editor em língua portuguesa.


Também no início do livro se traduz o prefácio do editor em língua alemã, o bispo de Regensburg, Dom Gerhard Ludwig, onde compara Bento XVI ao Papa Leão Magno(440-46) a quem devemos a fórmula decisiva para a profissão de fé cristológica do Concilio de Calcedônia(que aconteceu em 451). O bispo de Regenburg diz no prefácio que Bento XVI “combina o conhecimento científico da teologia com a forma viva da fé. Como uma ciência, que tem seu lugar genuíno dentro da Igreja, a teologia pode nos mostrar o destino especial do homem como criatura e imagem de Deus”[2].

 
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