Paquistão. Há otimismo sobre a sentença a Asia Bibi

“Acredito que o Paquistão esteja mudando. O país está entendendo que não se pode ir adiante assim, não se pode deixar dominar pelos extremistas. Os pobres e as minorias, como Asia Bibi, não podem ser maltratados”, palavras de Paul Bathi político paquistanês que acompanha o caso da mulher acusada de blasfêmia e condenada à morte

Paul Bathi, médico e político paquistanês afirma: “Estou muito otimista quanto à decisão final da Corte. Até agora a Suprema Corte do Paquistão foi muito corajosa, tomou importantes decisões, como prender os ministros corruptos e outros governadores. Eles sabem que Asia Bibi é inocente”. Suas palavras refletem a ansiosa espera pela sentença final sobre o caso de Asia Bibi, a mulher católica acusada de blasfêmia, presa desde 2009 no Paquistão e condenada à morte.

As razões da esperança

O político paquistanês, - irmão do ministro católico Shabaz Bhatti morto em um atentado em 2 de março de 2011 - acompanhou pessoalmente todo o caso de Asia Bibi, e desde sempre está comprometido em dar voz às minorias religiosas do seu país.

“Acredito que o Paquistão esteja mudando – afirmou – o país está entendendo que não se pode ir adiante desse modo, não podemos deixar nos dominar pelos extremistas. Os pobres e quem pertence às minorias, como Asia Bibi, não podem ser maltratadas”. O recurso apresentado pelos advogados de Asia Bibi, chegou a terceira e última instância de julgamento. A sentença definitiva deveria ser emitida na segunda-feira (08/10), depois do debate, mas publicada alguns dias depois.

Procedimento jurídico de quase uma década

Afastada da família com a acusação de blasfêmia por parte de algumas mulheres muçulmanas, Asia Bibi foi presa em 19 de junho de 2009 pela polícia do seu vilarejo e condenada à morte em 11 de novembro de 2011. Desde então está no cárcere, muitas vezes em isolamento também por tutela à sua incolumidade, são quase 10 anos entre reenvios e audiências.

 O Paquistão sabe que é inocente

“Na minha última conferência – conta Paul Bhatti – estavam presentes importantes políticos entre os quais, o filho de Benazir Bhutto (política paquistanesa, ex-premiê do país, e morta em um atentado em 2007 pelos extremistas islâmicos, ndr.). No seu discurso, Bilawal Bhutto falou de Asia Bibi, considerando-a inocente com falsas acusações. Na ocasião havia também bispos, líderes religiosos, muitos leigos e jornalistas”.

\"O pedido de Asia Bibi”

Os longos dias de detenção, mais de 3300, não mudaram o coração desta mulher, mãe de cinco filhos que nunca perdeu a fé. São afirmações de seus familiares, o marido e a filha mais velha. Asia pede a todos orações por ela enquanto que perdoa os que lhe fizeram mal a ainda fazem porque sua fé mais forte do que o ódio. Foi de grande conforto para ela e sua família, a proximidade de Bento XVI e do Papa Francisco que recebeu sua filha mais velha e seu esposo em uma audiência em 24 de fevereiro de 2018.

 
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