Padres lançam manifesto contra ativismo judicial que busca descriminalizar o aborto

Frente às investidas que buscam descriminalizar o aborto no Brasil através de ação no Supremo Tribunal Federal (STF), diversos sacerdotes do país lançaram um manifesto denunciando o ativismo judicial.

O manifesto em formato de vídeo foi publicado ontem por Padre Augusto Bezerra, da Arquidiocese do Rio de Janeiro, em sua página no Facebook e, em apenas uma hora, já alcançou mais de três mil visualizações, além de centenas de comentários.

No vídeo, os presbíteros questionam: “Queremos saber por que o STF quer fazer isso? Por que tanta maldade? Por que quer legislar? Por que quer legalizar a matança de bebês no ventre de suas mães?”.

“Isso é um absurdo!”, expressam, denunciando que “ativismo judicial é crime”.

“Parem o STF”, conclamam a população. “Pela proteção da vida da mulher e da criança. Não ao aborto. Sim à vida”, completam.

Somam-se a este manifesto, além de Pe. Augusto Bezerra, Pe. Nivaldo Júnior, também da Arquidiocese do Rio de Janeiro; os sacerdotes da Arquidiocese de Salvador (BA), Pe. Gabriel Vila Verde, Pe. Cleiton Alencar e Pe. Charles Assis; os presbíteros da Arquidiocese de Niterói (RJ), Pe. Matheus Pigozzo e Pe. Williansmar Paulo.

Além disso, fazem parte do vídeo, Pe. Wellington de Castro, da Arquidiocese de Campo Grande (MS); Pe. Luis Fernando Alves, da Diocese de Itumbiara (GO); Pe. Pedro Paulo Alexandre, da Arquidiocese de Florianópolis (SC); Pe. Leonardo Henrique, da Administração Apostólica São João Maria Vianney (RJ); Pe. Jeferson Verones, da Diocese de Itabira (MG).

Neste início de agosto, nos dias 3 e 6, o STF realizou uma audiência pública para debater a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 442/2017 (ADPF 442), que foi proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Esta ADPF 442 questiona os artigos 124 e 126 do Código Penal, que tipificam o crime de aborto, alegando a sua inconstitucionalidade. Assim, propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi representada na audiência pelo Bispo de Rio Grande (RS), Dom Ricardo Hoepers, que possui formação voltada para a área de Teologia Moral e Bioética, e reiterou a posição expressa pela Conferência “em defesa da vida humana com toda a sua integralidade, dignidade e inviolabilidade, desde a sua concepção até a morte natural”.

Também falou em nome da CNBB o Padre José Eduardo de Oliveira, da Diocese de Osasco (SP), professor de Teologia Moral, o qual apresentou estatísticas reais sobre o aborto no mundo, questionando dados apresentados por entidades pró-aborto.

O sacerdote também denunciou o ativismo judicial lembrando que o “Supremo Tribunal Federal não pode legislar”.

* MANIFESTO AQUI


 
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