Novo ataque aos campos de refugiados na República Centro-Africana

Depois do massacre de novembro no acampamento de refugiados em frente ao episcopado de Alindae, onde morreram 60 pessoas entre as quais dois sacerdotes, na última terça-feira (04/12) houve outro ataque em um campo administrado pela Igreja Católica no sudeste da República da Centro-Africana.

Na terça-feira (04/12) o Campo de refugiados de Ippy foi atacado pelos homens da “União pela Paz na República Centro Africana” (UPC) guiados por Ali Darassa, o mesmo grupo foi responsável pelo massacre de 15 de novembro na localidade de Alindao, no qual morreram 60 pessoas, entre as quais dois sacerdotes.


Segundo informações das agências, o ataque começou as 10 da manhã. Os deslocados, homens, mulheres e crianças, estavam reunidos perto da igreja de Saint Xavier, em Ippy e foram obrigados a se refugiar na mata, sob o tiroteio da UPC. “Os rebeldes da UPC disparavam em todas as direções obrigando todos a escaparem” diz uma testemunha que fugiu dos tiros.

A República Centro-Africana sente-se abandonada ao seu destino

Os Capacetes azuis das Nações Unidas estão presentes mas não fazem nada para impedir os abusos cometidos pelos agressores”, segundo uma fonte local. O presidente do comité pela paz da cidade de Ippy padre Roger Stanislas Djamawa, denunciou que o povo centro-africano está abandonado ao seu destino. No momento não se sabe o número de vítimas. Segundo as mesmas fontes, três pessoas ficaram gravemente feridas, entre as quais duas crianças.

 
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