Magistério da Igreja e ecologia integral para enfrentar as consequências da pandemia.

O Ano Laudato si' teve início em 24 de maio, por ocasião do quinto aniversário da encíclica. O evento "não se destina apenas a incentivar uma releitura do texto, mas estimular a reflexão e a ação real para um reequilíbrio iluminado e realista do mercado", afirma o bispo argelino dom Nicolas Lhernould.

O momento atual marcado pela pandemia da Covid-19 apresenta o problema da retomada e a implementação de projetos concretos que enfrentem as urgências do presente.


“Entre esses dois elementos, entra em jogo o Magistério da Igreja: a Caritas in veritate de Bento XVI, sobre o desenvolvimento humano integral na caridade e na verdade, e a ecologia integral da Laudato si’, a encíclica do Papa Francisco sobre a salvaguarda da Casa comum.” É o que afirma numa reflexão publicada no portal da Igreja na Argélia, dom Nicolas Lhernould, bispo da Diocese de Constantino e Hipona.


Sobre a Laudato si’, dom Lhernould enfatiza que o ano anunciado pelo Papa em 24 de maio, por ocasião do quinto aniversário de sua publicação, não se destina apenas a incentivar uma releitura do texto, mas estimular a reflexão e a ação real para um reequilíbrio iluminado e realista do mercado.


Para o bispo de Constantino e Hipona, é indicativa a oração composta pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral para o Ano Laudato si’, que eleva a Deus estas palavras: “Agora, mais do que nunca, que podemos sentir que estamos interligados e interdependentes, faça com que escutemos e respondamos ao grito da terra e ao grito dos pobres.”


O prelado observa que a ecologia integral parte de uma análise concreta desta interconexão, com o conceito de ecologia que abrange o meio ambiente, o social, a economia e a cultura. “O desafio é o de uma 'ecologia da vida cotidiana'”, ressalta dom Lhernould. “Trata-se de construir realmente, começando por avaliar o que podemos fazer onde estamos, cada um e em comunidade”.


Por fim, o bispo de Constantino observa que o conceito de ecologia integral e o estar interligado e interdependente também são um novo campo para o diálogo inter-religioso. É necessária uma consciência global mais formada sobre esses temas, uma revisão humanista do conceito de progresso e uma educação ecológica global a novas formas de parceria e ação. Recordando que a Laudato si’ especifica que “a maioria dos habitantes do planeta se declaram fiéis” e que isto “deveria impelir as religiões a entrarem em diálogo entre si, orientado a cuidar da natureza, defender os pobres, construir uma rede de respeito e fraternidade”, dom Lhernould conclui, exortando-as a aceitar este desafio.


 
Indique a um amigo
 
 
Notícias relacionadas