Quarentena: Confira 5 dicas para cuidar melhor da saúde mental dos idosos.

Como você tem cuidado dos mais velhos neste tempo de isolamento social?

O período de quarentena se estende há quase dois meses no Brasil e grande parte das famílias do país tem idosos em casa. Neste tempo, mais do que nunca, se faz necessário um maior zelo com os mais velhos, principalmente no que se diz respeito à saúde mental dessas pessoas.

Existem ainda aqueles idosos que vivem sozinhos, porque não possuem cônjuges/filhos, ou porque os parentes próximos moram em outros lugares. A atenção deve ser redobrada com essas pessoas, que não podem ser esquecidas.

Se você conhece algum idoso, confira agora 5 dicas práticas para ajudar a manter a saúde mental dessa pessoa neste tempo de Pandemia.

1.  Demonstre o seu afeto, dentro das suas possibilidades.

Sabemos que o contato físico intenso não é o mais recomendado neste período, no entanto, existem outras formas concretas de se fazer presente. Uma delas é dar atenção, dedicar tempo ao idoso que vive em sua casa. Perguntas como “Como você se sente?” e ouvidos dispostos a escutar o que a pessoa tem a dizer são essenciais, todos os dias.

Gestos de amor concretos como cozinhar uma receita que o seu ente querido gosta, assistir um filme com ele, ler o trecho de um livro bacana em voz alta ou propiciar momentos de distração com jogos lúdicos, podem ajudá-lo a viver melhor este período com companheirismo e carinho. O tempo vivido com quem se ama também é uma prova de amor.

2. Converse sobre a realidade que o mundo vive sob a ótica da esperança, dando uma perspectiva histórica da humanidade que já passou por momentos parecidos.

Com certeza quem está neste mundo há mais tempo já viveu diversas situações difíceis, que exigiram perseverança. O século passado também foi marcado por muitos contextos delicados de enfermidades que a humanidade atravessou — e delas, muitas pessoas tiraram grandes ensinamentos.

Conversar com alguém mais velho, reinserindo-o em uma perspectiva histórica da humanidade com um olhar de esperança e encorajamento, pode ser uma forma concreta de fortalecer a sua fé.

É importante lembrar que essa não é uma proposta de diálogo rasa ou ilusória, mas de fazer memória para reinserir a pessoa na dinâmica da construção da real narrativa humana, que também passa por momentos de tensão. Perguntas como “Quando você passou por isso, o que fez para superar?” são importantes para que o idoso reencontre a resiliência dentro de si.

(Observação: Cuidado com memórias mais delicadas. Conduza a conversa com base naquilo que você sabe que não vai desestabilizar a pessoa emocionalmente. É importante um conhecimento prévio sobre a história de vida do idoso antes de ajudá-lo a lembrar de algum evento histórico que ele viveu em sua biografia.)

3. Ajude essa pessoa a evitar o consumo excessivo de informações.

Sabemos que muitas informações são divulgadas todos os dias através da TV, do rádio e da internet. É importante se manter informado, no entanto, tudo em excesso pode fazer mal.

Ajude o idoso que vive com você a filtrar aquilo que realmente importa, ou seja, a informação que vai ser útil para a sua vida cotidiana. Algumas coisas repercutem mais dentro de nós do que imaginamos, principalmente notícias de morte em massa. Cuide da psique das pessoas mais velhas (e do seu também). 

Certifique-se de que ele está se informando somente daquilo que é essencial para a sua vida. Qualquer coisa que vai além disso pode ser considerado um excesso.

4. Alerte-a sobre o perigo das notificas falsas.

As Fake News, ou notícias falsas, podem chegar através de vários meios, sendo as redes sociais e as pessoas mais vulneráveis (e desinformadas) o alvo desses conteúdos que são produzidos de forma mal intencionada.

Busque estar atento àquilo que o seu ente querido recebe (ou ao que comunicam para ele). Faça sempre a pergunta: “Você recebeu essa informação de uma fonte confiável, ou foi apenas mais alguém que repassou, sem checar os fatos?”

A disseminação do pânico em massa acontece mais fácil em uma sociedade amedrontada. Se a pessoa que mora com você não tiver condições de checar as informações que recebe por algum tipo de debilidade física ou mental (ou se não estiver disposta a fazer isso), tente realizar esse trabalho por ela e ter a segurança da veracidade do que chega em suas mãos.

5. Reze com o idoso.

A oração une e fortalece. Se você mora com algum idoso, não deixe de rezar com ele todos os dias — é um ato concreto de amor. Caso você conheça uma pessoa mais velha que mora em outra casa, não tenha vergonha de ligar e de fazer a sua oração. Muitas pessoas idosas estão sozinhas em seus lares — fazer um telefonema é um gesto de cuidado e de atenção muito importante.

A virtude da fé precisa ser constantemente reascendida em todos nós, especialmente naqueles que podem estar mais vulneráveis neste tempo. A nossa generosidade passa também pela atenção que damos àqueles que mais necessitam. Vamos cuidar uns dos outros?

 
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