Papa João Paulo II para os jovens que não o conheceram.

O Papa Francisco escreveu o prefácio de um livro que recorda os 100 anos de Karol Wojtyla. No prefácio, Francisco destaca a sua “grande paixão pelo humano” uma testemunha do Evangelho que sofreu muito desde criança, perdendo sua família e como Papa, foi um exemplo de como se possa ir adiante, “alegres, apesar das dificuldades, ao longo dos caminhos do mundo”

“O sofrimento que viveu deixando-se confiar totalmente ao Senhor, o modelou e deixou ainda mais forte a fé cristã com a qual fora educado em família”. “Foi um extraordinário educador de muitos jovens que através dele, quando era um jovem padre, foram introduzidos na fé concreta, testemunhada, vivida em todos os momentos da vida”. Palavras de um Papa, Francisco, ao descrever a juventude de um outro Papa, São João Paulo II, no prefácio do livro “100 Anos. Palavras e imagens”, publicado pela Libreria Editrice Vaticana por ocasião do centenário do nascimento, em 18 de maio, de Karol Wojtyla.


É um pequeno livro que recorda o Pontificado do Papa polonês por meio de uma coletânea de escritos e frases célebres desde o dia da sua eleição, em 16 de outubro de 1978, ao dia que voltou à casa do Pai, 2 de abril de 2005.

Papa Francisco: nos ensinou a caminhar alegres, mesmo nas dificuldades

No prefácio, intitulado “Gratos na recordação de um Santo testemunha”, Papa Francisco espera que o texto possa chegar “nas mãos principalmente dos jovens”. Ainda hoje ouvimos “ressoar o seu apelo a escancarar as portas a Cristo, a não ter medo”. São João Paulo II ao longo de toda a sua vida nos ensinou, escreve ainda Francisco, a ir em frente “alegres, apesar das dificuldades, ao longo dos caminhos do mundo, seguindo os passos dos gigantes que nos precederam na certeza de que não estamos e nunca estaremos sozinhos”. E isso “cultivando sempre uma ligação especial com a nossa mãe do Céu, Maria, Mãe da ternura e da misericórdia”.


Guia seguro para a Igreja em tempos de grandes mudanças

Com palavras simples, em grande parte dirigidas aos jovens, o Papa apresenta São João Paulo II como “uma grande testemunha da fé, um grande homem de oração, uma guia segura para a Igreja em tempos de grandes mudanças”. Recorda suas encíclicas, de Jesus Redentor do homem a Deus rico em Misericórdia, sobre o Espírito Santo, até a encíclica Redemptoris Mater sobre Maria na vida da Igreja, as suas encíclicas sociais e “o precioso dom do Catecismo da Igreja Católica”.

Papa do Leste, voz da “Igreja do silêncio”

Ao falar de seu predecessor Francisco recorda a “grande paixão pelo humano”, “a sua abertura, a sua busca do diálogo com todos, a sua determinação em colocar em ato todas as tentativas possíveis para deter as guerras, a sua propensão a ir ao encontro de todos e a abraçar os que sofrem”. Recorda que com o primeiro Papa vindo do Leste, “a Igreja dos mártires do outro lado do Muro encontrou voz”.

O sofrimento de um jovem que perde toda a família

Mas o que o Papa Francisco quer destacar aos leitores é “o quanto este Papa tenha sofrido em sua vida”. Sofrimentos pessoais “ligados aos sofrimentos de seu povo e da sua nação, a Polônia”. “Ficou órfão de mãe ainda pequeno – sublinha Francisco – viveu o drama da morte do querido irmão e depois de seu pai. Quando entrou no seminário clandestino de Cracóvia perdeu todos seus familiares mais próximos, viveu em total doação a Deus e à sua Igreja em uma época em que muitos dos seus amigos perderam a vida durante a guerra”.


Dirigido aos jovens que não o conheceram

Sofrimentos na juventude, sofrimentos como Papa, recorda Francisco: desde o “terrível atentado em 1981, ofereceu sua vida, derramou seu sangue pela Igreja, e nos testemunhou que também na difícil provação com a sua doença, compartilhada diariamente com Deus feito Homem e crucificado pela nossa salvação, pode-se continuar alegres, pode-se continuar a ser nós mesmos. Pode-se alegrar na certeza do encontro com Jesus ressuscitado”. Por fim o Papa conclui dizendo que São João Paulo II foi “uma grande testemunha da misericórdia” de Deus, e é belo “recordá-lo de modo simples, depois de 15 anos da sua morte, porque “há muitos jovens que não o conheceram ou que têm apenas uma pequena recordação dos tempos de infância” e aos quais este pequeno livro é especialmente dirigido.

 
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