Em missão rumo aos povos tribais da Índia. Atração e não proselitismo.

“No mundo atual devemos proclamar a Boa Nova através do testemunho, em nossas casas, nas comunidades, nas sociedades e nos lugares de trabalho. Devemos partilhar a nossa fé para atrair as pessoas a Cristo. Isso é verdade sobretudo para os leigos, que são as pontes no mundo, vivem na praça do mercado, e a vida e testemunho deles devem atrair as pessoas a Jesus”, afirma o arcebispo-bispo de Vasai, na Índia, dom Felix Anthony Machado

Viajar nas periferias para anunciar o Evangelho e renovar as promessas batismais dos fiéis cristãos: uma missio ad gentes muito concreta para os católicos da Diocese de Vasai, no estado indiano de Maharashtra, ao norte de Mumbai (ex-Bombaim), que se prepararam para visitar os dez setores geográficos da circunscrição eclesiástica, habitados sobretudo por tribais, por ocasião do Mês missionário extraordinário querido pelo Papa Francisco, celebrado em outubro passado.

Anunciar o Evangelho, primeira missão da Igreja

Essa missão – que se propõe a estender-se a todo o estado de Maharashtra – “responde ao mandamento de Jesus de “anunciar o Evangelho”, que permanece sempre a primeira missão da Igreja”, ressaltou o arcebispo-bispo de Vasai, dom Felix Anthony Machado, precisando que, ao mesmo tempo, “o Papa Francisco nos recorda que na Igreja jamais devemos impor a fé a ninguém”.

No âmbito do Mês missionário extraordinário, dom Machado celebrou a missa na Catedral de Nossa Senhora das Graças, no Bairro de Papdy, com a presença de mais de 5 mil pessoas.

Vida e testemunho para atrair as pessoas a Cristo

Na homilia, o prelado convidou os presentes nos seguintes termos:

“No mundo atual devemos proclamar a Boa Nova através do testemunho, em nossas casas, nas comunidades, nas sociedades e nos lugares de trabalho. Devemos partilhar a nossa fé para atrair as pessoas a Cristo. Isso é verdade sobretudo para os leigos, que são as pontes no mundo, vivem na praça do mercado, e a vida e testemunho deles devem atrair as pessoas a Jesus.”

“Um dom e um tempo de graça”

A celebração da Eucaristia foi precedida por vigílias missionárias nos cinco decanatos da diocese. Em entrevista concedida à agência AsiaNews, dom Machado fala de “um dom e um tempo de graça” e recorda o valor da Carta apostólica Maximum Illud publicada um século atrás por Bento XV, que inspirou o Mês missionário querido pelo Papa Francisco.

O prelado convidou os fiéis da diocese também a recitar o Terço em família todos os dias. Toda paróquia é encorajada a organizar uma peregrinação a um santuário mariano ou ao túmulo de um santo ou mártir.

As escolas e as paróquias são convidadas a oferecer cursos de catecismo sobre a vida dos santos e dos mártires; as crianças a recolher as ofertas; os jovens a recolher fundos para as missões.

Povos adivasis, profundo respeito pela natureza

Os povos tribais – também chamados adivasis – representam cerca de 9% da população indiana. Embora vistos de modo uniforme, os adivasis não constituem uma realidade cultural e etnicamente homogênea: efetivamente, são subdivididos em 450 grupos espalhados em todo o território indiano, cada um dos quais possui uma identidade específica e é caracterizado por usos e costumes particulares.

“São povos que sempre viveram em estreita simbiose com a natureza, pela qual alimentam um profundo respeito e da qual extraem todo o necessário para sobreviver. Tanto a silvicultura comercial quanto a agricultura intensiva destruiu as florestas, fonte da vida deles.”

As comunidades adivasis permanecem à margem da sociedade indiana, incluindo os jovens que não recebem uma formação adequada e, por conseguinte, não conseguem encontrar trabalho.

 
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