A exemplo de Santa Dulce dos Pobres, começar, sem demora, a cuidar uns dos outros.

A Campanha da Fraternidade no Brasil há mais de 50 anos é realizada durante a Quaresma. Neste ano, o convite à conversão toma como referência a vida e obra de doação de Irmã Dulce, canonizada no passado para nos ajudar “a viver a ousadia de, neste mundo tão acelerado e indiferente, interromper a rotina, fazer uma pausa para rever as opções de vida e começar, sem demora, a cuidar uns dos outros, porque Deus cuida de todos”, afirma Pe. Antonio Valentini Neto.

Para o primeiro domingo de março e também da Quaresma, a Igreja no Brasil fez o lançamento da Campanha da Fraternidade que traz a Irmã Dulce, canonizada no ano passado, como referência. A Santa Dulce dos Pobres será lembrada durante o período de conversão para procurar “comprometer, em particular, os cristãos, na prática do amor e da justiça, exigências centrais do Evangelho”, afirma Pe. Antonio Valentini Neto, administrador diocesano de Erechim/RS.

A Campanha da Fraternidade já ajudou “a refletir sobre a renovação interna da Igreja, do cristão e da Igreja diante da realidade social, denunciando o pecado social e promovendo a justiça. Nesse último aspecto, já nos propôs a reflexão sobre a família, o trabalho, as migrações, educação, fome, terra, excluídos, encarcerados, drogas, Amazônia, segurança, tráfico humano, Casa Comum, biomas, violência, políticas públicas”, descreve o sacerdote.

Viver a ousadia e doação de Santa Dulce

Neste ano, a Campanha motiva para a defesa, promoção e cuidado com a vida, “sagrada e inviolável, desde a fecundação até seu fim natural, nos apresenta a figura do Bom Samaritano que soube interromper o seu caminho por ver, sentir compaixão e cuidar do ferido à beira do caminho”.

“A Campanha nos propõe também aquela que, neste nosso país, encarnou de forma exemplar a figura do Bom Samaritano, Santa Dulce dos Pobres, que, conforme a apresentação do texto base da Campanha, era mulher frágil no corpo, mas fortaleza peregrinante pelas terras de São Salvador da Bahia de todos os Santos, presença inquestionável do amor de Deus pelos pobres e sofredores, testemunho irrefutável de que a vida é dom e compromisso, que via, se compadecia e cuidava.”

O exemplo de Santa Dulce, o Anjo Bom da Bahia, ajuda a “retomar o sentido da vida proposto por Jesus nos Evangelhos; cultivar a compaixão, a ternura, a cultura do encontro e o cuidado como exigências fundamentais da vida para relações sociais mais humanas, superando a indiferença”, diz Pe. Antonio, ao finalizar:

“Que a figura do Bom Samaritano, assumida exemplarmente por Santa Dulce dos Pobres, nos ajude a viver a ousadia de, neste mundo tão acelerado e indiferente, interromper a rotina, fazer uma pausa para rever as opções de vida e começar, sem demora, a cuidar uns dos outros, porque Deus cuida de todos.”

 
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